Acessibilidade Inclusão Digital: maior acessibilidade às lojas virtuais e sites

Inclusão Digital: maior acessibilidade às lojas virtuais e sites

Por Bruno Ananias em 30 de Maio de 2017

Vamos entrar no assunto de acessibilidade digital e falar sobre como enxergar este público, entender suas necessidades e contribuir ao menos um pouco para transformar a internet em um espaço para todos.

Definição de Acessibilidade na Web

A W3C, consórcio de empresas cujo objetivo é definir os padrões para World Wilde Web e cuidar para o seu desenvolvimento afim de que atinja todo seu potencial; publicou em sua “Cartilha de Acessibilidade na Web” a seguinte definição:

Acessibilidade na web é a possibilidade e a condição de alcance, percepção, entendimento e interação para a utilização, a participação e a contribuição, em igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia, em sítios e serviços disponíveis na web, por qualquer indivíduo, independentemente de sua capacidade motora, visual, auditiva, intelectual, cultural ou social, a qualquer momento, em qualquer local e em qualquer ambiente físico ou computacional e a partir de qualquer dispositivo de acesso.

Acesse o conteúdo oficial na íntegra da Cartilha de Acessibilidade na Web da W3C Brasil

As vantagens de se investir na acessibilidade de um site

De acordo com FERREIRA (2007) os três motivos para criação de um site acessível seriam:

  1. Visível a todos: nesse pensamento é para se fazer com que o site fique de forma como qualquer um possa acessar tendo essa pessoa qualquer tipo de natureza especial que venha a dificultar esse tipo de acesso, ou seja, estamos falando de pessoas que tenham algum tipo de deficiência que venha a impedir o uso correto do site.

  2. Ser acessado em qualquer lugar: fazer um site seguindo as normas especifica para tal, fornecidas da W3C possibilita que qualquer tipo de aparelho de com conexão a internet venha a ver seu site igualmente a qualquer outro.

  3. Ganhando dinheiro: tendo-se em mente fazer um site acessível, abre-se uma nova gama de clientes, que seriam as pessoas com deficiência que outrora não conseguiam acessar seu site, agora podem conseguir e quem sabe até fazer algumas compras.

Por este motivo podemos concluir que: Pensar em acessibilidade não é apenas altruísmo!

“Acessibilidade é, antes de qualquer coisa, inteligência e visão de mercado.

Por quê? Porque quando você torna o seu site acessível você está simplesmente maximizando a exposição do seu produto e/ou serviço. Pensar em acessibilidade não é ser bonzinho, é enxergar no público não-padrão e com necessidades especiais, potenciais consumidores para o que você está vendendo.” Bruno Torres via Acesso Digital

 

Acessibilidade no e-commerce

Precisamos abrir os olhos além dos fatores limitantes de cada pessoa e enxergar todos de igual modo. Pessoas que se relacionam, tem desejos de compra, querem consumir informações e explorar o mundo a sua volta e dentro da grande rede.

Estima-se que 45 milhões de brasileiros, ou 24% da população, tenham algum tipo de deficiência, que pode, assim como qualquer outra pessoa, utilizar a tecnologia e a internet para as mais variadas finalidades, entre elas a de comprar algum bem ou serviço online.

Fonte: camara-e.net

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Quem são as pessoas que necessitam dessa acessibilidade digital?

Uma interface digital acessível deve levar em conta, no mínimo, os tipos de usuários abaixo:

  • Usuários cegos: Indivíduos cegos usam ou dispositivos de áudio (os tais leitores de tela, que leem o conteúdo da interface e falam em voz alta usando um sintetizador de voz) ou um dispositivo tátil (uma espécie de Braille que atualiza conforme o conteúdo da tela).
  • Usuários com dislexia: Indivíduos com problemas de aprendizado (como a dislexia) também podem usar leitores de tela, junto com um software que destaca as frases uma de cada vez, à medida em que vai lendo o conteúdo em voz alta.
  • Usuários com baixa visão: Esse tipo de usuário pode usar um software que funciona como uma lente de aumento da tela, permitindo que eles deem zoom em uma parte específica da interface. Muitos outros usuários costumam simplesmente aumentar o tamanho da fonte nos websites, usando funções comuns dos navegadores ou dos sistemas operacionais.
  • Usuários com limitações físicas: Esse tipo de usuário pode ter limitações físicas que o impeçam de usar um mouse, ou que os forcem a navegarem somente com o teclado. Em alguns casos, eles também podem usar comandos de voz (eles “falam” para o computador o que querem fazer), mouses controlados pelo movimento da cabeça ou pela boca, ou ainda sistemas que identificam para que parte da tela eles estão olhando.
  • Usuários com surdez: Indivíduos que são surdos ou têm dificuldades auditivas não conseguem acessar conteúdo em áudio. Nesse caso, vídeos precisam ter legendas e áudio precisa ser transcrito em texto.

 

Outros

  • Usuários em dispositivos móveis antigos: Esse também é, de certa forma, um problema de acessibilidade. Celulares mais antigos, que não sejam smartphones, também precisam conseguir acessar a web da mesma forma do que os celulares modernos.
  • Usuários com conexão limitada: São os usuários que moram em zonas rurais ou em países que não possuem acesso à internet banda larga — ou mesmo que vivem em países que possuem, mas não têm condições financeiras para pagar por ela. Esses usuários se beneficiam de páginas que sejam leves, carreguem rapidamente e que usem transcritos para substituir áudio e vídeo.
  • Usuários com tempo limitado: Usuários que sejam muito ocupados terão pouco tempo para assistir vídeos longos ou consumir conteúdos em grandes quantidades. Sim, isso também faz parte do que se convencionou chamar de Acessibilidade digital, e garantir que você está desenhando para pessoas que têm pouco tempo também faz com que a experiência seja mais acessível.

 

 

O que faz um site ser acessível?

A história é bem parecida com os espaços físicos no mundo real. Um prédio, para ser acessível a cadeirantes, por exemplo, precisa de rampas de acesso, elevadores mais espaçosos e banheiros com barras de apoio. Um prédio só se torna 100% acessível quando qualquer pessoa consegue ter acesso a qualquer um dos espaços disponíveis ali dentro.

A mesma coisa acontece com sites. Dizer que um site é acessível significa dizer que qualquer pessoa, em qualquer dispositivo e com qualquer tipo de deficiência consegue navegar pelo site com tranquilidade e sem restrições.

Muitos dos aspectos que fazem sites acessíveis são implementados com facilidade quando projetados desde o início do design. É muito mais fácil incorporar a acessibilidade no seu site ou aplicativo quando você está começando do zero, do que tentar “encaixar” acessibilidade em um site que já existe. Pense no trabalho que dá para incorporar rampas ou elevadores maiores em um prédio depois que ele já está construído.

Seguindo as normas de desenvolvimento de acessibilidade

O WCAG 2.0 (Web Contents Accessibility Guidelines) é um documento criado pelo W3C (World Wide Web Consortium), que dita as regras para que qualquer conteúdo seja acessível para qualquer pessoa na web.

As notas a seguir tem um conteúdo mais técnico, porém servem para dar uma visão do que é preciso para cumprir as exigências de acessibilidade.

Os guidelines são voltados a designers e desenvolvedores e, quando seguidos corretamente, tornam o conteúdo de mais fácil acesso a todos — independente se a pessoa está tentando acessar o conteúdo de um navegador comum, navegador por voz, celular, tablet, leitor de tela, ampliador de tela ou qualquer outro dispositivo que também seja compatível com os mesmos guidelines.

WCAG 2.0 - Guide Lines | Acessibilidade Digital | Design & Desenvolvimento

O que considerar ao construir um bom projeto de acessibilidade para meu site ou e-commerce?

Vejamos alguns pontos principais que o projeto precisa ter; SER:

Perceptível

  • Ofereça alternativas de texto para conteúdo que não seja em texto.
  • Ofereça legendas e outras alternativas para conteúdo multimídia.
  • Crie conteúdo que possa ser apresentado de diferentes formas, incluindo por tecnologias assistivas, sem que perdam significado.
  • Facilite que os usuários vejam e ouçam conteúdo.

 

Operável

  • Garanta que todas as funcionalidades estejam acessíveis pelo teclado.
  • Dê tempo suficiente para os usuários lerem e usarem o conteúdo.
  • Não mostre conteúdo que cause convulsões.
  • Ajude os usuários a navegarem e encontrarem conteúdo.

 

Inteligível

  • Faça com que o texto seja legível e inteligível.
  • Faça o conteúdo aparecer e operar de forma previsível.
  • Ajude os usuários a evitarem e corrigirem erros.

 

Robusto

  • Maximize a compatibilidade com ferramentas existentes e futuras.

 

Conclusão

Este artigo foi criado para apresentar um pouco do que se trata a Acessibilidade e Inclusão Digital, em um panorama abrangente; e despertar e aguçar a cada um de nós para construção de Web para todos.

Caso seja um desenvolvedor/designer ou simplesmente quiser se aprofundar ainda mais no assunto visite o site Brasil.UXDesign que possuí uma série de artigos informativos e técnicos com as devidas referências sobre acessibilidade.

Fontes: Acessibilidade Brasil / Brasil UX Design / Acessibilidade Legal – Bruno Torres

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